Nutrição, Estética e Beleza

Existe horário ideal para consumir alimentos?

As refeições estão diretamente ligadas ao peso e à balança. A ingestão de alimentos pode fazer com que a pessoa perca peso, por conta da quantidade e do metabolismo, assim como pode fazer com que o indivíduo ganhe massa muscular ou tenha excesso de peso.

No Brasil, um estudo realizado pelo IBGE, demonstrou que 60,3% da população acima dos 18 anos estão com sobrepeso, enquanto uma em cada quatro pessoas com a mesma faixa etária se encontrava no patamar de obesidade (o número corresponde a 41 milhões de brasileiros).

Por conta disso, dietas e processos para emagrecimento vêm sendo utilizados em larga escala. Porém, o corte de alimentos de forma aleatória faz com que boa parte da população sofra do efeito sanfona, como descreveu a nutricionista Sophie Deram em entrevista para o site Folha Vitória: “Dados científicos mostram que 95% das pessoas que optam por essas dietas restritivas para emagrecer, voltam a engordar um tempo depois e ainda podem até ganhar quilos extras”.

Com base na informação da nutricionista, então é possível entendermos que para atingir o tão buscado emagrecimento, uma dieta forçada, e que corte alimentos apenas por cortar, não trás bons resultados e rapidamente, o resultado pode ser reverso.

A análise da alimentação então passa a ser fundamental para conseguir atingir o peso ideal. Alimentos que possuem carboidratos, gorduras e outros nutrientes passam a ser avaliados com o objetivo da diminuição da massa em excesso no corpo.

Porém, um estudo desenvolvido por pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital (grupo ligado à Universidade de Harvard, nos EUA), apontou para um novo player no universo de emagrecimento. Trata-se do horário em que são realizadas as refeições.

O grupo demonstrou por meio de testes e pesquisas que o horário em que as refeições são efetuadas também geram grande impacto tanto no sistema digestivo, quanto no metabolismo do corpo. Além disso, os pesquisadores verificaram que a ingestão de alimentos no período pré-sono, também prejudicam o metabolismo e com isso, tornam a pessoa mais propensa a engordar.

O estudo do grupo americano parte do princípio que os seres humanos possuem um relógio biológico e este faz diferença no ritmo em que a pessoa engorda ou não. Este registro está relacionado a produção de hormônios, gasto de energia e outros processos do organismo.

Foram analisadas 110 mulheres em idade universitária. Segundo o estudo, as jovens que faziam a ingestão de alimentos próximo ao horário em que iam para a cama, possuíam mais gordura em seu corpo. O processo era inversamente proporcional às jovens que faziam as refeições mais cedo, ou seja, quanto mais cedo a última refeição, menos gordura corporal.

“Descobrimos que o momento da ingestão de alimentos em relação ao início da liberação de melatonina está associado a maiores índices de gordura e massa corporal do que uma hora do dia específica, quantidade ou composição dos alimentos consumidos”, descreveu o pesquisador Andrew W McHill.

Segundo o pesquisador, o horário no relógio não deve ser tão analisado quanto o relógio biológico de cada indivíduo. Para ele, as informações apresentadas pelo corpo e o horário de descanso devem ser analisadas ao definir o horário de alimentação.

Outro estudo realizado por pesquisadores brasileiros e ingleses, definiram que além do horário, a companhia também é fundamental para manter a dieta em dia, o metabolismo acelerado e o peso controlado.

A pesquisa, realizada pelo Grupo Proceedings of the Nutrition Society, concluiu que as relações familiares são fundamentais para o desenvolvimento de hábitos saudáveis por parte de jovens e crianças.

A análise do grupo concluiu que, as refeições em família promovem maior aceitação por parte dos jovens e crianças de alimentos ricos em nutrientes, como frutas, legumes e verduras. Além disso, alimentos ricos em gorduras e açúcares também apresentam baixa com uma refeição familiar.

O que comer e quando comer?

Com base nos dados desenvolvidos pelo Brigham and Women’s Hospital, a alimentação tem que ser segregada com base no relógio biológico e dentro desta rotina, um velho ditado parece o formato ideal para a organização de ingestão de alimentos ao longo do dia.

O estudo aponta para a necessidade de um café da manhã reforçado, pois, no período, o corpo necessita de energia para realizar as atividades. No almoço, uma dieta balanceada é fundamental, para repor energias às células, porém, sem sobrecarregar o sistema digestivo.

O estudo ainda aponta para a necessidade de uma refeição no meio da tarde. Essa ingestão é necessária para manter o sistema digestivo em funcionamento e assim, acelerar o metabolismo. No fim do dia, alimentos mais leves e em pouca quantidade devem ser ingeridos para não atrapalhar no sono e nem carregar o sistema digestivo.

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